terça-feira, 2 de junho de 2015

E se a moda pega?

Nunca vos aconteceu pensarem em lançar uma moda?! Não é assim tão difícil...
Se pensarmos bem, as modas nascem daquilo que foi uma necessidade e depois deixou de ser, mas virou usual (os smoking, agora traje de gala, surgiram da procura de um tipo de casaco no qual a cinza dos charutos não manchasse e fosse facilmente sacudida da lapela), ou da criatividade de alguns que, por não se encaixaram nos padrões ditos "normais", inventaram algo de acordo com o qual mais se identificavam.
Gostava realmente de ser arrojada para lançar a "minha" moda. É assim que os grandes nomes entram para a historia: Vivienne Westwood, Coco Chanel, Mary Quant...
Hoje em dia, tudo o que é preciso é audácia, coragem, vontade de se destacar e não ter medo de ser olhada e comentada.
Nenhuma moda pega à primeira. Tudo aquilo que hoje é super banal (uns jeans rasgados, uma Minissaia, um simples bikini), foi um dia olhado com desconfiança e descrença.
Nos dias que correm, apesar de "tudo" ser permitido, todas as épocas e estilos numa fusão nunca vista, existe uma coisa que eu nunca vi: sapatos diferentes! Lembro-me de ver há uns anos atrás surgirem os brincos "de cada nação" (hoje mais visto que o tremoço) mas sapatos...
Esta ideia surgiu um dia em que fui comprar um par e não me consegui decidir pela cor. Pensei que o mais simples seria levar um de cada (o sapato, não o par!). Como é obvio, o meu marido olhou para mim e abanou a cabeça, como quem diz: não estás boa da cabeça! Resisti à tentação, mas a ideia ficou...
Fica aqui registado que, se a moda pegar, eu fui a primeira a lançar a ideia!

C.
 

terça-feira, 26 de maio de 2015

Vestir um corpo, não um número

Cá estou eu, depois de um período "desaparecida em combate" :-D
Nem sempre o tempo permite, por vezes a inspiração não surge, às vezes as ideias que me passam pela cabeça só interessam aos meus botões...
O "assunto" que hoje me trás aqui foi bastante debatido na minha formação e, coincidência ou (talvez) não, foi tema de capa da última revista DECO PROTESTE: a discrepância que existe entre peças de roupa, do mesmo número, entre marcas e lojas. Segundo o estudo realizado, a diferença pode chegar aos 8 cm na cintura de umas calças, tamanho 38, em duas lojas distintas. Ou seja, se numa marca eu posso vestir M ou 38, na casa ao lado este tamanho estará totalmente desadequado. Isto deita por terra qualquer idealismo em vestir este ou aquele número. Quem já não se "espremeu" para entrar naquele maravilhoso (e mínimo) vestido ou nos jeans XPTO? Ou viveu a frustração de chegar ao provador e nada do que experimentamos parece servir? Para quem vive na obsessão de vestir um S ou 34 (ou o número que for), pode encontrar essa satisfação se acertar na marca ou loja que escolher:-)
O importante é conhecermos o nosso corpo, aceitarmos as nossas formas e por de lado qualquer complexo ou ideia pré-formada do que devemos ou não vestir, qual o "tamanho aceitável" para sermos "magras"...
Ah, e nunca esquecer, uma boa costureira é uma aliada de peso! Pequenos ajustes podem transformar aquela peça que não "assenta" no modelo perfeito para nós.
Boas compras ;-)
http://www.deco.proteste.pt/nt/nc/noticia/tamanho-da-roupa-veste-o-38-mas-so-o-40-serve?utm_source

C.
 
 

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Filhos melhores para o Mundo

Já não consigo mais ouvir noticias de miúdos a baterem em outros miúdos, jovens a maltratar professores (com a conivência dos pais), crianças a matarem outras crianças... Onde é que isto vai parar?
Não querendo fazer o papel de "no meu tempo isto não acontecia" acho que a coisa vai de mal a pior. Sempre houve as "caixas de óculos", os "dentes de arame" (antigamente os aparelhos dentários não estavam na moda!), os totós (agora nerds) e as betinhas. E era basicamente isto.
Será que fui eu uma sortuda e as escolas por onde passei, colegas que conheci modelos da sociedade, onde estas situações não aconteciam? Seríamos nós a excepção à regra? Não me parece...
Frequentei algumas escolas (todas públicas), conheci muita gente, de muitas cores e "estratos sociais". Havia brigas entre rapazes (às vezes entre raparigas também), alunos expulsos da sala por mau comportamento, alguns "calduços" aos "xoninhas"...
Estas situações que hoje vêm  a público, partilhadas em redes sociais (que no meu tempo não existiam) têm requintes de malvadez. Não só são de violência extrema, como a ânsia de filmar e tornar público torna todo muito mais gravoso. "Somos burros, feios e maus e queremos que todos saibam!". Será que é isto que lhes passa pela cabeça? Não sei, não quero saber.
Deus me livre de algum dia perceber...

C.

domingo, 10 de maio de 2015

Vestir o (nosso) homem

Este foi o desafio que mais questões levantou e onde senti maior insegurança: vestir um homem num look casual.
Não estava à espera, pensava sentir- me mais confiante. Podíamos ter escolhido um look formal, fato e gravata. Teria sido mais fácil, é só aplicar umas quantas regras, acertar no tamanho e está. Ok, talvez não fosse tão simples assim, só as medidas é uma confusão. São números italianos ou não, é regular ou slim? As variantes são imensas... 
Num look casual as incertezas são ainda maiores: será que o cliente gosta de cores, posso ousar nos padrões, seguirá as tendências ou prefere o clássico?
Tive sorte, o Pedro era muito descontraído e acessível, aceitou muito bem as nossas sugestões, correu bem.
No entanto, saí da loja a olhar a roupa masculina com outros olhos. Aquela ideia que é monótona (comparativamente à roupa feminina), que a escolha não é muita e que vão parecer sempre iguais, caiu totalmente por terra. O homem pode e deve variar, existem imensas opções em cortes, tecidos, cores e padrões. É só escolher com o qual se identifica. É se estiver disposto a inovar, porque não tentar um estilo novo a cada dia? A imaginação é o limite...
Confesso que mal posso esperar por pegar no "meu" homem e leva-lo ás compras, quase tanto como se fosse para mim 😉

C. 

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Certezas, inseguranças e borboletas na barriga

De repente tudo começa a parecer real, todas as convicções não são assim tão certas, tudo se transforma num grande "será"?
Será que vou estar à altura, será que vão aceitar, será que vale a pena? E é nesta hora, de todas as dúvidas, de todos os medos, que o sentimento se impõe: sim, claro que sim!
A procura foi imensa, a espera... desesperante. Agora, que o fim está à vista, que a reta final se aproxima, a ansiedade de fazer mais, fazer melhor, de fazer já...
Porque aconteça o que acontecer, isto é o que gosto, o que me move, o que "amo de paixão"! Não há nervoso miudinho, nem formigueiro nas mãos, nem borboletas na barriga que me verguem, que me impeçam de ir mais além.
Porque "pelo sonho é que vamos..."

C.

domingo, 3 de maio de 2015

Feito sardinha (com muita lata)

Penso que já aqui referi os três princípios na consultoria de imagem: proporção, harmonia e verticalidade!
Sendo que a proporção e harmonia têm a ver com a relação entre a parte superior e inferior do corpo, com o equilíbrio nas formas, a verticalidade é a capacidade de, visualmente, alongar a silhueta, tornando o corpo mais alto e mais esguio. Ou seja, fazer-nos parecer mais altas e mais magras, o que todas queremos! A maneira mais fácil de o fazer, sem ser necessário recorrer a truques de ilusão óptica e que qualquer mulher sabe, é a utilização de saltos. Até aqui, nada de extraordinário...
Hoje em dia, a oferta no mercado é imensa: mais altos ou mais baixos, Stilletos ou cunhas, plataformas, compensados, em madeira, borracha ou pele, há para todos os gostos (e pés!).
E, apesar de haver sapatos horrorosos, embora super tendência (tipo aqueles com umas solas grossíssimas, que parecem pesar horrores e que nem um passo se consegue dar com aquilo calçado), ou aqueles lindos e maravilhosos, em que é preciso ter curso de equilibrista para andar sem partir um tornozelo, o salto torna a perna alongada, mais estreita e a mulher mais sexy e elegante. Quanto a isto parece que todos concordamos, homens e mulheres. Lembro-me de ler um artigo sobre o tipo de roupa que os homens achavam menos atraente numa mulher e aquelas "pantufas", tipo Ugg, maravilhosamente confortáveis, estavam no topo da lista. Ninguém queria saber se parece que andamos nas nuvens, com os pés enfiados na lareira, aquilo não dá um ar sensual a ninguém, ponto!
No entanto, vimos constantemente em revistas, mulheres de snickers, bailarinas, sandálias flat, super giras e cheias de estilo. Será que são todas gigantones? Nop, muitas não passam de metro e meio de gente que assumem a sua "pequenês" (de estatura, não de carácter), e transmitem a sua sensualidade em atitude, criatividade, irreverência (pesquisem Miroslava Duma e vejam do que falo).
Já dizia o bom e sábio (e um "bocadinho" ultrapassado) ditado: a mulher quer-se como a sardinha: pequenina e gordinha :-D
Populismos à parte, hoje decidi assumir a minha "sardinhês" e, do alto do meu 1,60m, vou aproveitar este Dia da Mãe para correr, brincar, dançar com as minhas filhas confortavelmente calçada com umas elegantérrimas  sapatilhas ;-)

C.

sábado, 25 de abril de 2015

"Não, obrigada, estou só a ver."

O flagelo da crise e desespero no nosso país é visível de muitas e variadas formas. Uma delas é a "ganância" com que os colaboradores/funcionários das lojas nos "atacam" mal pomos o pé dentro do espaço. Tudo isto devido a salários precários que se compõem (pouco) graças a comissões de venda. O que resulta daí são "abutres" (perdoem-me a expressão) desesperados por nos vender qualquer coisinha.
Muito se falou das maravilhas do comércio tradicional e do atendimento personalizado. Rapidamente este conceito se estendeu às grandes superfícies e lojas de shopping, em que meninas sorridentes te oferecem café e te acompanham até à porta carregando os sacos. Até aqui nada contra...
O descalabro começa quando entras numa loja e de repente te vês rodeada por duas funcionárias: "Procura algo em especial?", "Já viu a nossa nova coleção, que bonita?!", "Não temos as calças pretas que procura mas tenho saias azuis e amarelas que não lhe interessam nada mas que quero desesperadamente vender!". Irra!
Um simples "Precisa de ajuda?" chega! Sim, eu sei que ela está lá e se não encontrar o que procuro eu pergunto, fácil assim. Detesto sentir-me perseguida e vigiada quando estou numa loja, sentir-me pressionada a comprar. É quando saio mais depressa. Se quiser conselhos ou opiniões levo uma amiga ou uma fashion adviser...
O atendimento personalizado e atencioso passa por dar espaço ao cliente, mostrar-se disponível com a sua presença e ter um sorriso na cara. Todos os serviços extra, se precisar solicito.
Boas compras ;-)

C.