E, de repente, todos temos África no coração.
Não falo de origens genéticas, nem de solidariedade para com os que sofrem nem de outras causas humanitárias. Falo dos sons, das cores, dos ritmos que chegaram e tomaram conta da rádio, televisão e, da moda!
Neste Verão não houve vez em que ligasse a rádio e que não fosse brindada com os ritmos da quizomba e do kuduro, lembrando a savana africana e as, agora, cidades emergentes do vasto continente. Se a música "dos negros" era o hip-hop e o rap, decididamente voltaram às origem e trazem agora os seus ritmos de origem que tanta história têm.
Como não podia deixar de ser, a moda, que tudo acompanha, juntou-se nas cores, padrões que lembram as capulanas, lenços e bijuteria extravagante, bem ao gosto dos costumes de África.
Gostei... Eu tenho África no coração! Talvez pelas raízes, pelas histórias, pelo calor... tenho em mim que se lá for, fico...
Agora, com a nova estação, as cores diminuem de tom, os apontamentos étnicos dão lugar a outros mais urbanos, chegam os pelos e lãs europeus. Os ritmos abrandam...
Mas África estará sempre lá, pronta para nos encher de vida, de dança, de cheiros, assim estejamos nós prontos para a receber.
C.








